STU abre temporada 2025 com inovações em nova parceria com a Red Bull


A começar pela etapa de Porto Alegre, STU Pro Tour desafiará competidores com obstáculos exclusivos, terá nova área de recuperação para atletas e replay de toda a competição na Red Bull TV
A primeira etapa do STU Pro Tour está chegando e vem com grandes novidades. Para elevar ainda mais o nível e a competição entre os skatistas, novos obstáculos exclusivos serão criados em parceria com a Red Bull a cada etapa da recém-criada liga mundial de skate genuinamente brasileira. Um obstáculo na pista de Street e outro na de Park marcarão a etapa de Porto Alegre (RS), que abrirá a temporada 2025, de 21 a 30 de março, no trecho 3 da orla do Guaíba.
Esses primeiros obstáculos proprietários que levarão a logomarca da Red Bull já estão prontos, à espera das manobras das feras brasileiras e internacionais que invadirão a capital gaúcha nesta semana. E a confecção ficou por conta da Spot Skateparks, empresa que, em parceria com a Rio Ramp Design, já tinha sido responsável pela construção do Skate Park de Porto Alegre, em 2021, tornando-se a maior pista da modalidade na América Latina.
“O obstáculo da pista de Street é uma referência a um elemento icônico do skate de rua: a mesa de picnic. Através de um design e branding personalizados, este novo equipamento ganhará destaque na pista, somando-se ao grande volume de manobras dos atletas, por ser um obstáculo funcional e versátil, já que abrange tanto tricks aéreas (ollies e flips) como manobras técnicas de equilíbrio (manual) e de borda (grinds/slides)”, conta Fred Cheiuche, arquiteto da Spot.
O Skate Park da orla do Guaíba traz nas suas pistas diversos obstáculos que contam a história do skate na cidade, com a reprodução de picos clássicos de rua, como o corrimão da Câmara Municipal, os bancos do calçadão de Ipanema e a ponte em curva da Praça Itália. Na pista da modalidade Park, uma âncora gigante “skatável”, além de um buraco em uma das paredes, que representa a escotilha de um navio, e um submarino que parece emergir no meio da pista.
“O novo obstáculo da Red Bull no Park é composto por uma extensão que faz a ponte entre duas plataformas elevadas já existentes na pista. Essa extensão vai atingir uma altura de 3,30m, o que vai proporcionar um maior grau de dificuldade para as manobras, tanto de borda quanto as mais táticas. É um equipamento com estrutura em perfis metálicos e revestimento em chapas de compensado naval. A forma proposta faz uma alusão à escotilha, elemento até já presente na pista, referência a elementos náuticos que fazem parte da identidade da cidade. Porém, essa nova escotilha é apresentada numa dimensão maior”, explica Fred.
Além das novidades nas pistas, a Red Bull, que patrocinou o STU em 2018, também traz para o evento a Red Bull Athlete Zone, um espaço focado na recuperação dos atletas, com fisioterapia, vestiários, banheira de gelo e lounge de convivência. E, pela primeira vez, a competição poderá ser assistida na Red Bull TV, em formato de replay. Por lá, o público encontrará a transmissão completa e poderá assistir aos melhores momentos da competição no horário e local que preferir.
STU PRO TOUR 2025
ETAPA 1 – PORTO ALEGRE
STREET FEMININO
Bateria 1 – Matilde Ribeiro (POR), Aoi Uemura (JAP), Marina Gabriela (BRA) e Rayssa
Leal (BRA)
Bateria 2 – Atali Mendes (BRA), Christine Cottam (EUA), Ariadne Souza (BRA) e
Daniela Terol (ESP)
Bateria 3 – Maria Lúcia (BRA), Valentina Petric (CHI), Keet Oldenbeuving (HOL) e
Pâmela Rosa (BRA)
Bateria 4 – Gabi Mazetto (BRA), Kemily Suiara (BRA), Maria Almeida (BRA) e Isabelly
Ávila (BRA)
FASE 1: 16 skatistas divididas em 4 baterias, cada uma com direito a 2 voltas de 60
segundos (vale a melhor volta). As três melhores colocadas de cada bateria avançam
para a semifinal.
SEMIFINAL: 12 skatistas divididas em 3 baterias, cada uma com direito a 3 voltas de
45 seg + 15 seg para a execução de uma melhor manobra, a Best Trick. Vale a melhor
nota (volta e manobra juntas). Primeira e segunda de cada bateria avançam para a final.
FINAL: 6 skatistas competem em 3 voltas de 45 segundos + 15 segundos para a
execução de uma melhor manobra, a Best Trick. Na terceira volta, há a chance de rebate
na melhor manobra. Vale a melhor nota (volta e manobra juntas).
STREET MASCULINO
Bateria 1 – Jorge Simões (POR), Cordano Russell (CAN), Wilton Souza (BRA) e Matias
Dell Olio (ARG)
Bateria 2 – Marcelo Batista (BRA), Kairi Netsuke (JAP), Gabriel Fortunato (BRA) e
Gabryel Aguilar (BRA)
Bateria 3 – Luan de Oliveira (BRA), Killian Zehnder (SUI), Jake Ilardi (EUA) e Ivan
Monteiro (BRA)
Bateria 4 – Bruno Silva (BRA), Carlos Ribeiro (BRA), Wacson Mass (BRA) e Jhancarlos
Gonzalez (COL)
Bateria 5 – Manny Santiago (PUE), Felipe Nunes (BRA), João Lucas Alves (BRA) e
Filipe Mota (BRA)
Bateria 6 – Ismael Henrique (BRA), Angelo Caro (PER), Giovanni Vianna (BRA) e Gin
Woo (JAP)
FASE 1: 24 skatistas divididos em 6 baterias, cada um com direito a 2 voltas de 60
segundos (vale a melhor volta). Os primeiros de cada bateria avançam direto para a
semifinal. Segundo e terceiro de cada bateria avançam para a segunda fase.
FASE 2: 12 skatistas divididos em 3 baterias, cada um com direito a 2 voltas de 60
segundos (vale a melhor volta). Primeiro e segundo colocados de cada bateria avançam
para a semifinal, onde encontrarão os pré-classificados da primeira fase.
SEMIFINAL: 12 skatistas divididos em 3 baterias, cada um com direito a 3 voltas de 45
segundos + 15 segundos para a execução de uma melhor manobra, a Best Trick. Vale
a melhor nota (volta e manobra juntas). Primeiro e segundo colocados de cada bateria
avançam para a final.
FINAL: 6 skatistas competem em 3 voltas de 45 segundos + 15 segundos para a
execução de uma melhor manobra, a Best Trick. Na terceira volta, há a chance de rebate
na melhor manobra. Vale a melhor nota (volta e manobra juntas).
PARK FEMININO
Bateria 1 – Sofia Godoy (BRA), Dora Varella (BRA), Madeleine Larcheron (FRA) e Sky
Brown (GBR)
Bateria 2 – Fay Ebert (CAN), Mizuho Hasegawa (JAP), Lilly Erikson (EUA) e Raicca
Ventura (BRA)
Bateria 3 – Lilly Strachan (GBR), Naia Laso (ESP), Nana Taboulet (FRA) e Fernanda
Tonissi (BRA)
Bateria 4 – Lola Tambling (GBR), Isadora Pacheco (BRA), Minna Stess (EUA) e Yndiara
Asp (BRA)
FASE 1: 16 skatistas divididas em 4 baterias, cada uma com direito a 3 voltas de 45
segundos (vale a melhor volta). As três melhores colocadas de cada bateria avançam
para a semifinal.
SEMIFINAL: 12 skatistas divididas em 3 baterias, cada uma com direito a 3 voltas de
45 segundos. Vale a melhor nota. As primeiras e segundas colocadas de cada bateria
avançam para a final.
FINAL: 6 skatistas competem em dois tempos de 20 minutos, com um intervalo técnico
de 5 minutos. As notas são aplicadas a cada volta. Para a pontuação final, vale a melhor
volta.
PARK MASCULINO
Bateria 1 – Sandro Moral (ARG), Matheus Guerreiro (BRA), Steve Pineiro (PUE) e Luigi
Cini (BRA)
Bateria 2 – André Mariano (BRA), Tate Carew (EUA), Alessandro Mazzara (ITA) e Gui
Khury (BRA)
Bateria 3 – Yam Behar (ISR), Pedro Quintas (BRA), Danny Leon (ESP) e Pedro Barros
(BRA)
Bateria 4 – Thomas Augusto (POR), Vincent Matheron (FRA), Luiz Francisco (BRA) e
Colin Graham (EUA)
Bateria 5 – Gavin Bottger (EUA), Pedro Carvalho (BRA), Hampus Winberg (SUE) e Yuro
Nagahara (JAP)
Bateria 6 – Viktor Solmund (DIN), Murilo Peres (BRA), Augusto Akio (BRA) e Kalani
Konig (BRA)
FASE 1: 24 skatistas divididos em 6 baterias, cada um com direito a 3 voltas de 45
segundos (vale a melhor volta). Os primeiros de cada bateria avançam direto para a
semifinal. Segundo e terceiro de cada bateria avançam para a fase 2.
FASE 2: 12 skatistas divididos em 3 baterias, cada um com direito a 3 voltas de 45
segundos (vale a melhor volta). Primeiro e segundo colocados de cada bateria avançam
para a semifinal, onde encontrarão os pré-classificados da primeira fase.
SEMIFINAL: 12 skatistas divididos em 3 baterias, cada um com direito a 3 voltas de 45
segundos. Vale a melhor nota. Primeiro e segundo colocados de cada bateria avançam
para a final.
FINAL: 6 skatistas competem em 2 tempos de 20 minutos, com um intervalo técnico
de 5 minutos. As notas são aplicadas a cada volta. Para a pontuação final, vale a
melhor volta.
PROGRAMAÇÃO
(Sujeita a alterações)
Quinta-feira (20/03)
9h às 9h50 – Treino livre Paraskate Street
9h às 12h40 – Treino livre Street feminino
9h50 às 13h10 – Treino livre Park feminino
12h40 às 18h10 – Treino livre Street masculino
13h10 às 18h10 – Treino livre Park masculino
18h10 às 19h – Treino livre Paraskate Park
Sexta-feira (21/03)
9h – Abertura para o público
9h às 10h – Treino livre Street masculino
9h às 10h – Treino livre Park feminino
10h às 12h30 – Fase 1 Street masculino
10h às 12h – Fase 1 Park feminino
12h às 13h – Treino livre Park masculino
12h30 às 13h30 – Treino livre Street masculino
13h às 16h40 – Fase 1 Park masculino
13h30 às 14h45 – Fase 2 Street masculino
15h às 16h40 – Treino livre Street feminino
16h40 às 17h20 – Treino livre Paraskate Park
16h40 às 18h20 – Fase 1 Street feminino
17h25 às 18h25 – Treino livre Park masculino
18h25 às 20h10 – Fase 2 Park masculino
20h às 21h – BEST TRICK
Sábado (22/03)
10h – Abertura para o público
10h às 11h – Treino livre Paraskate Park
10h às 12h – Treino livre Street masculino
11h às 13h – Treino livre Park feminino
12h às 14h – Semifinal Street masculino
14h10 às 15h40 – Semifinal Park feminino
14h50 às 16h50 – Treino livre Street feminino
15h50 às 16h40 – Final Paraskate Park
16h45 às 18h45 – Treino livre Park masculino
16h50 às 18h35 – Semifinal Street feminino
18h45 às 20h30 – Semifinal Park masculino
18h30 às 19h10 – LAST JAM SESSION
Domingo (23/03)
10h – Abertura para o público
10h às 11h20 – Treino livre Street feminino
11h20 às 12h20 – Final Street feminino
14h às 15h – Treino livre Street masculino
14h às 15h – Final Park feminino
15h às 16h – Final Street masculino
15h às 16h – Treino livre Park masculino
16h às 17h – Final Park masculino
17h às 18h – PREMIAÇÃO
A HISTÓRIA DO SKATE EM PORTO ALEGRE
OS PRIMÓRDIOS – A história do skate em Porto Alegre se confunde com a chegada
pouco documentada do skate no Brasil no final dos anos 60. Os primeiros skatistas do
país provavelmente foram vistos no Rio de Janeiro e, não muito depois, nas ruas da
capital gaúcha. Durante a primeira metade dos anos 70, o avanço do asfalto foi o avanço
do skate, em ladeiras como a da Barão do Amazonas e Mostardeiros. Nomes como
Sérgio Marreta, Ronald Boeira e Alexandre Fornari usavam skates ainda precários,
feitos com patins serrados ao meio presos em tábuas improvisadas. No final de 1974,
no bairro Menino Deus, veio o primeiro grande pico do skate: a Lomba da Hidráulica,
graças à sua boa inclinação e superfície relativamente lisa, fato que atraiu skatistas de
outros pontos da cidade. Na segunda metade da década, o improviso com rampas de
madeira trazia para a cidade o “vertical”, modalidade que ganhava popularidade nos
EUA e abria a possibilidade da construção de um espaço exclusivo para o skate.
PARQUE DA MARINHA – Foi no Parque Marinha do Brasil, com uma vista
privilegiada do pôr do sol no Guaíba, que surgiu a primeira construção específica para
a prática do skate na capital gaúcha. Em formato snake-run, a grande serpente de
concreto data de 1979. Ao mesmo tempo que foi uma conquista para os skatistas da
cidade, o skatepark foi utilizado para manter os skatistas sob controle e vigilância –
grades e policiais na entrada e na saída mantiveram os skatistas “enjaulados”.
PRAÇA MATRIZ – Foi o pico mais popular entre os skatistas do Rio Grande do Sul na
década de 90. Chão liso formado por pedras de basalto polido e bordas de mármore
eram o terreno ideal para o momento que o skate de rua vivia. Nessa época, Cezar
Gordo e Marcus Cida tiveram a iniciativa de produzir o Matriz Skateboard Video, que
viria a ter 4 edições e até hoje representa uma referência entre os vídeos de skate
produzidos no país. Anos depois, em 2001, esta série de vídeos deu origem ao nome
da Matriz Skateshop, que se tornaram algumas das lojas mais originais do mercado.
IAPI – Com a Praça Matriz popularizada aqui e lá fora, o fluxo de skatistas aumentou e
o espaço ficou pequeno. Foi quando, em 2001, foi inaugurado o IAPI SKATE PARK, no
local oficialmente chamado de Praça Frederico Arnaldo Ballvé. Considerada ainda hoje
uma das áreas de skate públicas do Brasil, um dos projetos pioneiros com o conceito
de um ambiente skatável e um espaço de lazer para toda comunidade – o que mais
tarde seria conhecido globalmente como “Skate Plaza“. O IAPI serviu de escola para
uma infinidade de talentos gaúchos. Carlos Iqui, Marlon Silva e tantos outros cresceram
como pessoas e como skatistas ali. Luan De Oliveira se tornou um dos maiores nomes
do mundo, reconhecido por aparições em vídeo e por sua competitivamente – vencedor
da SLS, principal liga dos EUA, e também ganhou, como amador e profissional, o
célebre campeonato de Tampa. O Matriz Skate Pro tornou-se um dos principais
campeonatos profissionais do país e teve por anos o arborizado IAPI como sede,
atraindo para a cidade a elite do skate brasileiro. Teve versões em São Paulo e eventos
digitais, solidificando o selo Matriz como sinônimo de qualidade.
SKATE PARK DA ORLA – E 2021 marcou a inauguração da pista da orla, a maior da
América Latina. Entre diversas opções de obstáculos, a área inclui um roteiro da história
do skate na cidade, com a reprodução de picos clássicos de rua: o corrimão da Câmara
Municipal, os bancos do calçadão de Ipanema e a ponte em curva da Praça Itália.
Fonte: Redação
